quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

LOUCURA DOS CIGARROS VERDES

Escrevo-te de aqui não sei onde
Pois hoje encontro-me muito cansado
Se eu soubesse explicar a razão
pela qual eu me sinto abalado

Já viste? somos tantos
Ainda assim não fazemos nada
Quando é necessário um manifesto
Permanecemos curvados de boca fechada

Ninguém me manda dar mais do que dou
A palavra apagada dizendo sim
A alma solta. Talvez pasmada
Mas quem sabe, acha que fui eu que escolhi

Fazer este poema nunca foi menos que um drama
Mas eles quiseram-no
E eu aceitei como quem exclama
Depois, agora, falar só das tuas carícias
Fico de certa forma parado
A pensar no céu caiado, de azul
Somente zul inocente de alguém
Talvez uma criança não menos demente
do que eu e tu, que somos dois loucos
e nos matamos aos poucos
a fumar os nossos cigarros verdes que agora
inventaram
nunca pensei chegar ao ponto
de fumar cigarros verdes

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