Contigo aprendi coisas tão simples como
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente
sábado, 24 de outubro de 2009
Assim como era no princípio
Eu ontem fui amanhã cavaleiro
E cavalguei futuramente
pelas manhãs sem sol e sem alegria
que deixam tranquilas a guerra começar
Será difícil a vida que já aconteceu?
Nós andamos bem concentrados
A vender jornais e rir dos sem coração
Tal como a apanhar moedas do chão
Não temamos, a loja não se há-de fechar
Porque Adão e Eva foram matreiros
A errar foram os primeiros
Ensinaram-nos também a matar?
E cavalguei futuramente
pelas manhãs sem sol e sem alegria
que deixam tranquilas a guerra começar
Será difícil a vida que já aconteceu?
Nós andamos bem concentrados
A vender jornais e rir dos sem coração
Tal como a apanhar moedas do chão
Não temamos, a loja não se há-de fechar
Porque Adão e Eva foram matreiros
A errar foram os primeiros
Ensinaram-nos também a matar?
Sou feliz
Sou feliz
O mundo tornou-se num gigante acrobata
Sem jeito
Já ninguém sabe o que nos mata
Tenho de gerir a minha mão e a tua mão
A mochila que pesa como chumbo
e as calças a cair
O nosso andar
vamos coordenar também o nosso andar.
Contigo aprendo coisas tão simples
com aroma a frutos silvestres, deliciosos
Não há quem nos consiga agarrar
O mundo tornou-se num gigante acrobata
Sem jeito
Já ninguém sabe o que nos mata
Tenho de gerir a minha mão e a tua mão
A mochila que pesa como chumbo
e as calças a cair
O nosso andar
vamos coordenar também o nosso andar.
Contigo aprendo coisas tão simples
com aroma a frutos silvestres, deliciosos
Não há quem nos consiga agarrar
Iniciação
Às seis da manhã vou à janela e a cidade é tão calma
Não há muita gente na rua, só na alma
Continuamos, seis e meia
Os raios de sol rasgam-me os olhos ensonados
A juventude ergue-se aos molhos
Os mortos continuam enterrados
Às sete levanta-se o Alberto
Para acabar de calcetar o passeio
Eu às oito estou mais desperto
Para começar o dia no recreio
Às nove vem a mulher que ri
Lembrar-me que a vida não parou
O dia começa menos duro
A lua pôs-se e o sol regressou
Não há muita gente na rua, só na alma
Continuamos, seis e meia
Os raios de sol rasgam-me os olhos ensonados
A juventude ergue-se aos molhos
Os mortos continuam enterrados
Às sete levanta-se o Alberto
Para acabar de calcetar o passeio
Eu às oito estou mais desperto
Para começar o dia no recreio
Às nove vem a mulher que ri
Lembrar-me que a vida não parou
O dia começa menos duro
A lua pôs-se e o sol regressou
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