A gente nunca é totalmente feliz. Que nenhum de vós tenha o atrevimento de perguntar porquê, porquê eu não sei, só que a verdade é esta. Na minha opinião, quem manda lá de cima, o senhor supremo, Alá, Deus, ou seja lá quem for, devia dar-nos o prazer e a satisfação de uma vez por outra nos sentirmos totalmente realizados, completamente satisfeitos com tudo o que fizémos.
Mas não
Com a dúvida incerta de ficar
Vou continuando a andar
Sempre sempre em contra-mão
E estamos todos por igual
Perdidos no meio da festa
Procurando um ideal
Sabendo que não há vida como esta
domingo, 23 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
lonely people
Todas as pessoas solitárias, de onde terão vindo?
Todas as pessoas solitárias, porque não estão acompanhadas?
Todas as pessoas solitárias, porque não estão acompanhadas?
Descobre-me
Quando pensares em desistir ou desaparecer
Levanta a cabeça, acredita, tu consegues vencer
Quando o sol se for e a lua começar a brilhar
Vem para a janela, ouve-me a cantar
Quantas vezes já me vi perdido, com medo de me deitar
Pensar que amanhã, já não consigo acordar
Fechar os olhos e ver que tudo está parado
Chorar por aqueles que me têm magoado
Queria-te contar uma história, mas não estás para ouvir
Queria dizer o quanto te adoro, mas acabaste por desistir
Saber que te afastaste, com medo de arriscar
Sentir que já não sentes, ou que me estás a enganar
Não te dei atenção, perdi tempo com coisas fúteis
O céu quer cair-me em cima, eu tenho de te pedir desculpas
A vida é um jogo, arrisquei, mas perdi
não sorrires para a vida ela não sorri para
Refrão: Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
Fecha os olhos, foge dos teus medos
Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
E acredita que para mim não precisas de ter segredos
Risquei a frase que fiz, que escrevia o meu futuro
Meto as mãos no fogo pelo destino, espero que não seja duro
No meu caderno encontras a história da minha vida
E no meu passado, encontras histórias que eu escondia
Tardes passadas com a alma que só eu a via
Letras de músicas que escrevia e reflectia
Nunca pedi muito, mas nem o pouco me deram
No caminho da vida vocês por mim não esperam
E é isso que me revolta, que me toca e que me choca
O interesse de quem fala e que para mim não volta
Sou a tua voz, que há muito tempo ficou presa
Deixo-a ir embora, porque sei que ela regressa
Os medos que eu tenho, estão aqui revelados
Todos os pensamentos, voltam a ser repensados
O momento em que tento que me perdoem pelo que não fiz
Não apareceu, não apareceu porque eu não quis
Viajo no mundo, vou voando em ilusões
Estou sem respostas, mas eu tenho cem questões
Ajuda-me, livra-me, de todos estes pesos
E quando eles saírem juro que te conto os meus segredos
Refrão: Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
Fecha os olhos, foge dos teus medos
Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
E acredita que para mim não precisas de ter segredos
Viaja no meu íntimo oooh (x4)
Eu dou-te o que é meu
Levanta a cabeça, acredita, tu consegues vencer
Quando o sol se for e a lua começar a brilhar
Vem para a janela, ouve-me a cantar
Quantas vezes já me vi perdido, com medo de me deitar
Pensar que amanhã, já não consigo acordar
Fechar os olhos e ver que tudo está parado
Chorar por aqueles que me têm magoado
Queria-te contar uma história, mas não estás para ouvir
Queria dizer o quanto te adoro, mas acabaste por desistir
Saber que te afastaste, com medo de arriscar
Sentir que já não sentes, ou que me estás a enganar
Não te dei atenção, perdi tempo com coisas fúteis
O céu quer cair-me em cima, eu tenho de te pedir desculpas
A vida é um jogo, arrisquei, mas perdi
não sorrires para a vida ela não sorri para
Refrão: Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
Fecha os olhos, foge dos teus medos
Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
E acredita que para mim não precisas de ter segredos
Risquei a frase que fiz, que escrevia o meu futuro
Meto as mãos no fogo pelo destino, espero que não seja duro
No meu caderno encontras a história da minha vida
E no meu passado, encontras histórias que eu escondia
Tardes passadas com a alma que só eu a via
Letras de músicas que escrevia e reflectia
Nunca pedi muito, mas nem o pouco me deram
No caminho da vida vocês por mim não esperam
E é isso que me revolta, que me toca e que me choca
O interesse de quem fala e que para mim não volta
Sou a tua voz, que há muito tempo ficou presa
Deixo-a ir embora, porque sei que ela regressa
Os medos que eu tenho, estão aqui revelados
Todos os pensamentos, voltam a ser repensados
O momento em que tento que me perdoem pelo que não fiz
Não apareceu, não apareceu porque eu não quis
Viajo no mundo, vou voando em ilusões
Estou sem respostas, mas eu tenho cem questões
Ajuda-me, livra-me, de todos estes pesos
E quando eles saírem juro que te conto os meus segredos
Refrão: Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
Fecha os olhos, foge dos teus medos
Viaja no meu íntimo, descobre quem sou eu
Dá-me um ponto de abrigo, eu dou-te o que é meu
E acredita que para mim não precisas de ter segredos
Viaja no meu íntimo oooh (x4)
Eu dou-te o que é meu
terça-feira, 18 de agosto de 2009
co rrecto
eu antevejo agora coisas más, não é fácil estar sentado à espera. Enquanto se espera dá para se pensar em tudo, desde as políticas do Sócrates, não o antigo mas o outro o nosso José, até à esquecida questão do aquecimento global, passando pela minha ex-futura namorada, da falta que me faz vê-la, do jeito com que ela beijava, jeito esse que nunca cheguei a experimentar, porque fiz demasiados disparates, disparates esses que me hipotecaram a hipótese de saber como ela beijava, acho que se percebe.
mas mudando de assunto, (é bom poder mudar de assunto, sinto-me o maior), anda para aí uma música em que se repete vezes sem conta a palavra aleluia, que fique registado que eu até gosto da música, já que não sei mais o que dizer.
escrevendo, agora mais a sério, sobre a música, Eu soube que havia um acorde secreto que David tocava e que agradava ao Senhor, mas tu não ligas nada a música, não é?
É assim: a quarta, a quinta, o o menor desce e o maior sobe, o rei frustrado compõe a canção, Aleluia. A tua fé era forte mas tu precisavas de provas. Tu viste-a a tomar banho do telhado. A beleza dela e o luar arruinaram-te, ela amarrou-te a cadeira da cozinha, destruiu o teu trono e cortou o teu cabelo. E dos teus lábios ela tirou um aleluia.
Mas houve um tempo em que tu me disseste o que realmente acontecia na terra, agora nunca me mostras, não é?
Lembraste quando eu entrei em ti, e a pomba sagrada tambem entrou. E todo o suspiro que dávamos era um aleluia? Não era uma pergunta, eu sei que te lembras. Aleluia aleluia
suedossonoasatraconotircseoxeideitedotiumotsog
mas mudando de assunto, (é bom poder mudar de assunto, sinto-me o maior), anda para aí uma música em que se repete vezes sem conta a palavra aleluia, que fique registado que eu até gosto da música, já que não sei mais o que dizer.
escrevendo, agora mais a sério, sobre a música, Eu soube que havia um acorde secreto que David tocava e que agradava ao Senhor, mas tu não ligas nada a música, não é?
É assim: a quarta, a quinta, o o menor desce e o maior sobe, o rei frustrado compõe a canção, Aleluia. A tua fé era forte mas tu precisavas de provas. Tu viste-a a tomar banho do telhado. A beleza dela e o luar arruinaram-te, ela amarrou-te a cadeira da cozinha, destruiu o teu trono e cortou o teu cabelo. E dos teus lábios ela tirou um aleluia.
Mas houve um tempo em que tu me disseste o que realmente acontecia na terra, agora nunca me mostras, não é?
Lembraste quando eu entrei em ti, e a pomba sagrada tambem entrou. E todo o suspiro que dávamos era um aleluia? Não era uma pergunta, eu sei que te lembras. Aleluia aleluia
suedossonoasatraconotircseoxeideitedotiumotsog
O monstro
O monstro é uma velha gaveta
que não consegues abrir porque dizem ser sagrada
temes que te lancem um feitiço, uma breve embuscada
vai-te fazer perder, essa doçura em ti impregnada
O monstro é o parvo lá da rua
que não sabe nada sobre o sexo feminino
nunca sequer viu uma mulher nua
age com a mentalidade de um menino
O monstro é aquele que se levanta e diz
Deixem passar quem manda
Depois não consegue segurar a sua humana
alma fraca e branda
O monstro é a menina que nasceu agora
E que não faz mal a ninguém, mas assusta toda a gente
com a sua pura fragilidade
Mas tu não podes pô-la fora
Ela não pode pelos maus ser apanhada
Pelos monstros ser apanhada ela não pode
Eles não podem controlá-la os monstros
Toma conta da menina pura e frágil
que não consegues abrir porque dizem ser sagrada
temes que te lancem um feitiço, uma breve embuscada
vai-te fazer perder, essa doçura em ti impregnada
O monstro é o parvo lá da rua
que não sabe nada sobre o sexo feminino
nunca sequer viu uma mulher nua
age com a mentalidade de um menino
O monstro é aquele que se levanta e diz
Deixem passar quem manda
Depois não consegue segurar a sua humana
alma fraca e branda
O monstro é a menina que nasceu agora
E que não faz mal a ninguém, mas assusta toda a gente
com a sua pura fragilidade
Mas tu não podes pô-la fora
Ela não pode pelos maus ser apanhada
Pelos monstros ser apanhada ela não pode
Eles não podem controlá-la os monstros
Toma conta da menina pura e frágil
sábado, 15 de agosto de 2009
Relação conjugal
À noite, no jantar á luz das velas um homem tem que ser um cavalheiro. Foi assim que o Zé conquistou a Maria e que a Joaquina se perdeu de amores pelo Joaquim. Nesses jantares o homem parece sempre perfeito, como se de um verdadeiro principe encantado se tratasse. Ele chega-lhe a cadeira para trás, ela senta-se e depois ele empurra a cadeira, deixando-a confortavelmente posicionada em relação à mesa. Ele pede uma garrafa de vinho mas não bebe tudo, na verdade, raramente bebe mais que um copo. O prato também é sempre algo leve, às vezes até traz mais coisas para enfeitar do que propriamente para comer. Alguns homens tentam fazer uma declaração de amor a partir de algo do restaurante chique, por exemplo, o Zé pediu a orquestra uma música romântica para poder dançar com a Maria e o Joaquim, esse terá pedido a um dos empregados para colocar na sobremesa aquele anel que vai assentar que nem uma luva no dedo da Joaquina. Depois disto, a mulher está já completamente dominada, é agora uma presa fácil para as garras de qualquer borra-botas que por aí ande. Posto isto, o homem, como que sentindo a fraqueza da mulher, pergunta-lhe se ela não quer ir a casa dele tomar um digestivo e dançar um pouco ao som de uma qualquer música romântica. Ela já se deixando envolver no caríssimo perfume que ele comprou única e exclusivamente para aquela ocasião, aceita sem colocar obstáculos. Passado uns minutos estão eles a rodopiar pela sala, e nessa altura voltam-me a entrar no pensamento o Zé e a Maria, a Joaquina e o Joaquim, é o braço dele que consegue envolver todo o corpo dela, a mão dele que vai percorrendo em direcção a Sul toda a zona das costas dela. E de repente, enquanto toda a gente esfrega os olhos, ele rouba-lhe um beijo, e outro,e outro e talvez até mais um. Aí, são as suas línguas que começam a imitar o movimento de rodopio que os corpos vinham fazendo pela sala, numa dança nada cansativa e ao mesmo tempo demasiado prazerosa. Daí a uns segundos já estão completamente nus e ela a deixá-lo conhecer e percorrer todas as estradas e passagens do seu corpo, envolveu-se por completo.
Foi um verdadeiro cavalheiro o homem, que podia muito bem ser o Zé ou o Joaquim. Num curto espaço de tempo estão casados, porque afinal de contas ele é um cavalheiro à moda antiga, um homem educado, elegante e bem parecido, enfim, o sonho de qualquer uma.
É estranho e desconfortável pensar nisto em relação aos nossos pais, mas, deve ter sido assim que o meu pai conquistou a minha mãe.
Quase todos os homens conquistam assim uma mulher, mostram-lhe uma perfeição que não existe,
Quando já estão casados há uns meses, ele começa a entrar mais vezes em casa com os sapatos sujos, ele ganha barriga, ele deixa de lhe dar o pequeno-almoço na cama, ele passa a dizer por muito escassas ocasiões o quanto a adora, ele começa a chegar mais tarde a casa, ela começa a pôr menos sal no jantar só para o irritar, ela esbanja rios de dinheiro em compras, ela começa a gostar de ser olhada por outros homens, eles começam a perder interesse.
Deve ter sido assim com o Zé a Maria, ou com o Joaquim e a Joaquina. Com o meu pai e a minha mãe não sei bem, era muito novo na altura. Só me lembro que o meu pai gritava muito e depois saía batendo muito fortemente com a porta, e depois a minha mãe ficava bastante tempo a chorar sentada em cima da cama. Aí eu nunca sabia bem o que fazer, aproximava-me sempre dela e ela agarrava-me com muita força e abraçava-me. A seguir exigia que eu lhe prometesse que quando eu conhecesse uma rapariga a ia tratar bem, com respeito e carinho. Estava no segundo ano da escola nesse momento, e, quando a minha mãe me dizia isso, eu só me punha a pensar na Débora, que era a menina por quem eu andava quedado. Só imaginava que se ela aceitasse jogar à apanhada comigo eu ia deixar sempre que ela me apanhasse e ia deixar sempre que ela fugisse. Isso afinal era uma forma de tratar bem, não era?
Foi um verdadeiro cavalheiro o homem, que podia muito bem ser o Zé ou o Joaquim. Num curto espaço de tempo estão casados, porque afinal de contas ele é um cavalheiro à moda antiga, um homem educado, elegante e bem parecido, enfim, o sonho de qualquer uma.
É estranho e desconfortável pensar nisto em relação aos nossos pais, mas, deve ter sido assim que o meu pai conquistou a minha mãe.
Quase todos os homens conquistam assim uma mulher, mostram-lhe uma perfeição que não existe,
Quando já estão casados há uns meses, ele começa a entrar mais vezes em casa com os sapatos sujos, ele ganha barriga, ele deixa de lhe dar o pequeno-almoço na cama, ele passa a dizer por muito escassas ocasiões o quanto a adora, ele começa a chegar mais tarde a casa, ela começa a pôr menos sal no jantar só para o irritar, ela esbanja rios de dinheiro em compras, ela começa a gostar de ser olhada por outros homens, eles começam a perder interesse.
Deve ter sido assim com o Zé a Maria, ou com o Joaquim e a Joaquina. Com o meu pai e a minha mãe não sei bem, era muito novo na altura. Só me lembro que o meu pai gritava muito e depois saía batendo muito fortemente com a porta, e depois a minha mãe ficava bastante tempo a chorar sentada em cima da cama. Aí eu nunca sabia bem o que fazer, aproximava-me sempre dela e ela agarrava-me com muita força e abraçava-me. A seguir exigia que eu lhe prometesse que quando eu conhecesse uma rapariga a ia tratar bem, com respeito e carinho. Estava no segundo ano da escola nesse momento, e, quando a minha mãe me dizia isso, eu só me punha a pensar na Débora, que era a menina por quem eu andava quedado. Só imaginava que se ela aceitasse jogar à apanhada comigo eu ia deixar sempre que ela me apanhasse e ia deixar sempre que ela fugisse. Isso afinal era uma forma de tratar bem, não era?
domingo, 9 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
As escolhas do Céu
Que ninguém se esconda dos desígnios divinos
Porque não há quem escape ao imenso terror
de ver lá os seus queridos meninos
arderem na fogueira da vida, senhor
O pão nao se há-de multiplicar para sempre
Tal como a água cristalina
que corre podre, infelizmente
Lá para as veias do rio Pina
O Pina morreu
tenho medo que a seguir seja eu
Tenho dezasseis vou a caminho dos cinquenta
Não me sinto como os reis mas tenho muito pêlo na venta
amanhã dizem ser o dia
de todos os loucos da cidade
Eles que saiam de sua monotonia
ganhem ganas e reclamem liberdade
Depois passarei pelo café
olá compadres, que é do Pina?
O Pina morreu
Foram as escolhas do Céu
Porque não há quem escape ao imenso terror
de ver lá os seus queridos meninos
arderem na fogueira da vida, senhor
O pão nao se há-de multiplicar para sempre
Tal como a água cristalina
que corre podre, infelizmente
Lá para as veias do rio Pina
O Pina morreu
tenho medo que a seguir seja eu
Tenho dezasseis vou a caminho dos cinquenta
Não me sinto como os reis mas tenho muito pêlo na venta
amanhã dizem ser o dia
de todos os loucos da cidade
Eles que saiam de sua monotonia
ganhem ganas e reclamem liberdade
Depois passarei pelo café
olá compadres, que é do Pina?
O Pina morreu
Foram as escolhas do Céu
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