sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As escolhas do Céu

Que ninguém se esconda dos desígnios divinos
Porque não há quem escape ao imenso terror
de ver lá os seus queridos meninos
arderem na fogueira da vida, senhor

O pão nao se há-de multiplicar para sempre
Tal como a água cristalina
que corre podre, infelizmente
Lá para as veias do rio Pina

O Pina morreu
tenho medo que a seguir seja eu
Tenho dezasseis vou a caminho dos cinquenta
Não me sinto como os reis mas tenho muito pêlo na venta

amanhã dizem ser o dia
de todos os loucos da cidade
Eles que saiam de sua monotonia
ganhem ganas e reclamem liberdade

Depois passarei pelo café
olá compadres, que é do Pina?
O Pina morreu
Foram as escolhas do Céu

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